Histórias de coragem que transformam o cotidiano em potência
Atualizado em 12|03|2026
O Nós te convida a conhecer histórias de pessoas que romperam as amarras sociais do machismo, racismo e sexismo para seguirem seus sonhos. Mulheres que transformam realidades comuns em legados e que, a partir das margens, transformam o comum em algo extraordinário e inspirador.
No mês da mulher, marcado por lutas históricas por direitos, este especial é um convite para celebrarmos nossa existência. Afinal, no país em que mais de 1.500 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, estar viva é resistência. Continuar existindo é poder.
Neste mês, o Nós, mulheres da periferia também completa 12 anos. Seguimos reafirmando nosso compromisso em contar histórias a partir das margens, porque eternizar nossas narrativas é garantir a memória de mulheres historicamente invisibilizadas.
Histórias como a da cabeleireira Marilza Barcelos, que inovou e transformou seu ofício em sustentabilidade ao criar apliques a partir da fibra de bananeira.
A empreendedora Danielle Marcola que transforma panelas de ferro-velho em negócio sustentável. À frente do Shopping das Panelas, restaura itens encontrados em ferros-velhos, transformando-os em produtos novos.
Podemos brindar a vida com Miriam Santiago, a primeira mulher negra dona de uma vinícola no país, que deixou a atuação como advogada para liderar um negócio de vinhos com experiência de afroturismo.
Também podemos versar sobre recomeços com a artista Drik Barbosa, que por meio de sua arte inspira mulheres com mensagens de autoestima e empoderamento, e trilhou um caminho de amor próprio e cura de inseguranças através da música.
Essa musicalidade compõe também a história de Ana Cacimba, que carrega vozes ancestrais em sua obra. Mãe atípica, artista periférica independente e aprendiz de benzedeira, ela constrói sua obra a partir das memórias e práticas de sua família quilombola.
São histórias que revelam legados em vida: no trabalho, no cuidado, na arte e na coragem de transformar o cotidiano em potência.
Confira!
© Julia Amaral
Miriam Santiago ocupa com firmeza e consciência o posto de ser a primeira mulher negra dona de uma vinícola no Brasil. Ela está à frente do Sítio Rosa do Vale, em Poço das Antas (RS), no Vale do Taquari, região que abriga vinícolas e turismo rural. O empreendimento oferece variadas opções de espumantes, vinhos e sucos. Além disso, um dos diferenciais é o Samba da Uva, experiência de afroturismo.
©Vitor Cipriano
Drik Barbosa começou a escrever letras de rap aos 14 anos. Hoje, aos 34, trilhou um caminho de amor próprio e cura de inseguranças através da música. Ao mesmo tempo, sente que ainda há muito a explorar e aprender nesse universo. Atualmente, vive uma fase de recomeço na carreira, mas tem a mesma empolgação daquela garota que se encantou com o hip-hop.
©divulgação
Ana Cacimba é uma artista que carrega em sua trajetória a força da ancestralidade e da espiritualidade. Mãe atípica, artista independente periférica e aprendiz de benzedeira, ela constrói sua obra a partir das memórias e práticas de sua família quilombola.
Foi por acaso que Marilza Barcelos fez uma descoberta que mudou o rumo da sua vida. Em 2018, ao cortar um cacho de bananeira, observou a existência de fios e pensou que poderiam ser usados para tranças e mega hair. Após um longo período de testes e adaptações, a empresária desenvolveu um produto inovador e hoje está à frente do negócio Meus Cabelos, Meus Fios.
©arquivo pessoal
Com animação e bom humor, Danielle Marcola grava vídeos divulgando o trabalho que faz no empreendimento Shopping das Panelas, em Itanhaém (SP), onde restaura itens encontrados em ferros-velhos, transformando-os em produtos novos.