uma redação de mulheres periféricas registrando seu jeito de ver o mundo
Neste domingo (31) centenas de pessoas saíram as ruas do Rio de Janeiro e São Paulo para protestar contra as mortes de negros no Brasil e no mundo.
Nossos ancestrais, bem antes da Lei (sem) Áurea, tacaram fogo em fazendas e nos senhores de engenho. Se armaram. Atacaram. Se protegeram. Envenenaram. Essa é a origem da minha liberdade, com pouca caneta e papel.
Moradora do município de Mauá relata o descaso histórico de falta de água e como isso está ainda mais latente em meio a uma pandemia.
Mesmo com o adiamento do Enem por alguns meses, alunas de sete diferentes periferias falam como o exame, se mantido, continua sendo um entrave para que elas alcancem o sonho de ingressar na universidade.
Quem homenageia as donas Marias ou Seus Josés que, diante de uma pandemia, serão esquecidos sem direito sequer a um luto que abrace o coração de seus familiares?
O menino João Pedro Mattos, 14, foi morto durante uma operação policial em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. A família denuncia o Estado e pede justiça.
Conhecemos Marlene em uma entrega de cestas básicas no bairro de Eldorado, zona sul da cidade de São Paulo. Conversamos sobre o Brasil em tempos de pandemia. Assista ao vídeo!
"A reinvenção não é só a palavra da vez, mas também o comportamento da vez. Faltam ferramentas, conhecimentos estratégicos de mercado e de criação de cenários futuros para que os empreendedores negros e periféricos prosperem". Confira o artigo de Monique Evelle.
Morando longe do trabalho, com uso contínuo dos ônibus, as entrevistadas relatam medo por circular em ruas mais vazias, cansaço emocional e receio constante de contaminar a si e seus familiares.