mulher olhando quadros em museu

8 museus para conhecer a história negra que construiu o Brasil

Esses espaços preservam os legados das populações negras, que construíram e sustentam o país ainda hoje

Por Beatriz de Oliveira

18|02|2026

Alterado em 18|02|2026

As histórias da população negra no país se refletem em arte, cultura e manifestações populares. Com o objetivo de preservar e disseminar tais legados, que pulsam dores e potências, existem museus dedicados à memória afro-brasileira.

O Nós, mulheres da periferia selecionou oito museus que contam a história do povo negro em diferentes cidades do país. Confira!

Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab)

Em Salvador (BA), o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) propõe que o público entre em contato com obras que valorizam as matrizes africanas, principalmente dos países de onde vieram o maior número de escravizados para o Brasil, como Angola, Moçambique e Guiné. Resistência negra, quilombos, religiosidade, festas e culturas populares são algumas das temáticas abordadas nas exposições e atividades realizadas no museu.

Memorial 2 de Julho 

Em Salvador (BA), o Memorial 2 de Julho conta a história da Independência do Brasil na Bahia, protagonizada pela população negra. O movimento, realizado entre 19 de fevereiro de 1822 e 2 de julho de 1823, marcou a expulsão final das tropas portuguesas do território brasileiro. O espaço é centrado nos simbolismos e significados em torno dos festejos e procissões que acontecem todo 2 de julho na cidade.

Casa do Tambor de Crioula 

Em São Luís (MA), a Casa do Tambor de Crioula celebra essa expressão de matriz afro-brasileira que envolve dança circular feminina, canto e percussão de tambores. Típico do Maranhão, o tambor de crioula foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em 2007 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras 

Em Macapá (AP), o Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras busca valorizar a identidade afro-amazônica, disseminando a herança africana na região Norte do país. Além das exposições, o espaço realiza visitas mediadas, oficinas, rodas de conversa e ações culturais.

Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos (Muquifu)

Em Belo Horizonte (MG), o Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos (Muquifu) reúne objetos e fotografias que relatam a tradição e a vida cultural de moradores de favelas de Minas Gerais. O espaço comunitário propõe o entendimento das favelas como quilombos urbanos do país.

Instituto Pretos Novos 

No Rio de Janeiro (RJ), o Instituto Pretos Novos se dedica a investigar e preservar o patrimônio material e imaterial africano e afro-brasileiro. Ao visitar o museu memorial é possível conhecer os vestígios arqueológicos e históricos do Cemitério dos Pretos Novos, maior cemitério de escravizados das Américas.

Museu Afro Brasil Emanoel Araujo 

Em São Paulo (SP), o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo abriga um acervo de mais de oito mil obras, versando sobre religiosidade, arte e histórias das culturas africanas e afro-brasileiras. O espaço conta ainda com o Teatro Ruth de Souza e a Biblioteca Carolina Maria de Jesus.

Museu da Cultura Hip Hop RS 

Em Porto Alegre (RS), o Museu da Cultura Hip Hop RS se propõe a preservar a história do Hip Hop gaúcho por meio de exposições interativas, eventos culturais e ações educativas. É o primeiro museu do Hip Hop da América Latina, cultura predominantemente negra.