5 grafiteiras que estampam histórias e identidades nos muros do país 

Neste Dia Internacional do Grafite, o Nós, mulheres da periferia indica o perfil das artistas Auá Mendes, Gugie Cavalcanti, Nene Surreal, Línea e Dinha Ribeiro

Por Beatriz de Oliveira

26|03|2026

Alterado em 26|03|2026

Com traços, cores e desenhos, muros espalhados por todo país contam narrativas, revoltas e identidades por meio da arte do grafite. Muitas dessas obras são assinadas por artistas femininas que ecoam suas potencialidades e lutas. Neste 27 de março, Dia Internacional do Grafite, o Nós, mulheres da periferia, te apresenta cinco grafiteiras que usam latas de spray para contar histórias. 

Auá Mendes

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Auá Mendes
© Karla Bright

Nascida em Manaus (AM) e moradora de São Paulo (SP), Auá Mendes é uma artista visual, grafiteira, muralista e arte-educadora indígena do povo Mura. Suas obras são centradas no corpo-território e na ancestralidade, refletindo sua identidade indígena e as conexões entre passado e presente.

Gugie Cavalcanti

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Gugie Cavalcanti © @barcelosnotbarreto

© reprodução @gugiecavalcanti

Gugie Cavalcanti é artista visual, grafiteira, arte-educadora e pesquisadora dos temas da pintura e do muralismo. Natural de Brasília (DF) e moradora do Rio de Janeiro (RJ), assina mais de 15 murais em grande escala espalhados pelas cinco regiões do país. Ao destacar personagens negros, suas obras refletem sensações, sentimentos e afetividades.

Nenesurreal

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Nenesurreal © reprodução

© reprodução

Natural de São Paulo (SP), Nenesurreal é uma das mulheres pioneiras na cena do grafite brasileiro. Ao pintar rostos de figuras femininas negras em seus trabalhos, a artista visual e CEO da grife NeneSurreal Plus Size produz reflexões sobre a resistência da mulher negra contra a invisibilidade imposta pela sociedade. 

Línea

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Línea © @segundoosol

© reprodução @lineaaaa_

Aline Guimarães, ou apenas Línea, atua nos campos da pintura, muralismo, ilustração, performance e arte-educação. De Teresina (PI), a grafiteira desenvolve pesquisas e obras que manifestam afetividade, ancestralidade, pertencimento e cuidado com a terra, por meio da representação de figuras de pessoas negras.

Dinha Ribeiro

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Dinha Ribeiro © reprodução internet

© reprodução @dinha.ribeiro_

Nascida em Recife (PE) e radicada em Fortaleza (CE), Dinha Ribeiro faz grafites pelas ruas do país desde 2008. Suas artes trazem principalmente os traços da luta da mulher negra, numa trajetória que conta com intervenções artísticas internacionais.